Olimpíadas 2016

4 Lições das Olimpíadas 2016 para Líderes e Gestores

As olimpíadas 2016 começaram há menos de uma semana e já foi palco de acontecimentos interessantes. Aos olhares atentos e críticos, estes acontecimentos já revelaram algumas lições possíveis de transposição para a vida. Especificamente para líderes, gestores e empresas, foi possível identificar algumas lições em particular, especialmente para melhorar o gerenciamento de equipes.

Selecionamos para este artigo, os principais aprendizados que podemos extrair de alguns desses acontecimentos iniciais das Olimpíadas no Brasil. Todos esses serão expostos com o objetivo de transmitir valor para empresas e gestores, proporcionando conhecimento para aprimorar a gestão de pessoas nas suas organizações. E perceba que contaremos para você ações simples de serem implementadas, que, no entanto, podem ter enorme impacto positivo para as pessoas.

Porém, antes de passarmos às dicas, precisamos relembrar um acontecimento que mudou e moldou a receptividade das pessoas para as olimpíadas 2016.

Entenda o acontecimento que transformou as Olimpíadas 2016

Quem não se lembra da imagem da Rio 2016 antes do início dos Jogos? As previsões era que os Jogos seriam desastrosos, pois a organização e estrutura estavam (ou ainda estão) bastante precárias. Vamos citar aqui os três principais exemplos disso: a estrutura oferecida pela Vila Olímpica aos atletas, com diversas reclamações das delegações estrangeiras; as condições da Baía de Guanabara para a prática esportiva; e a segurança perturbada da cidade por problemas internos e pelas ameaças terroristas.

Esses problemas ainda perduram nas Olimpíadas, entretanto, uma pequena variável foi alterada desde então. E qual variável é esta? Acredito ser mais complexo que isso, mas uma palavra que sintetiza bem é: Receptividade. A receptividade, animação e envolvimento dos brasileiros e comunidade internacional mudou – para melhor. E quando isso aconteceu? Após a Cerimônia de Abertura!

Dito isso, veja a seguir as dicas extraídas de 4 lições.

1 – Surpresas agradáveis transformam o moral das pessoas

A Cerimônia de Abertura das Olimpíadas 2016 foi uma agradável surpresa que levantou o moral da maior parte das pessoas. A recepção foi tão boa que os problemas deram espaço a esse positivo acontecimento em noticiários e imprensa. Foi uma cerimônia que trouxe algo especial: a delegação dos Atletas Refugiados que emocionou muito as pessoas. E isso só contribuiu para o caráter humanizador e positivo da abertura dos jogos olímpicos.

E o que é possível para empresas obterem como aprendizado disso? A principal lição é que é possível elevar o moral e motivação da equipe, apesar de perspectivas futuras pessimistas. E como? Com surpresas agradáveis, sensibilizadoras e humanizadas no trabalho! Portanto, use esta inspiração gerada pela Cerimônia de Abertura das Olimpíadas.

Sua empresa pode, por exemplo, realizar um workshop para trazer novas perspectivas e elevar o moral durante épocas amenas e pessimistas. Pode tentar ações mais audaciosas, que em alguns casos, são mais recomendadas. Por exemplo, você já ouviu falar sobre cão-terapia em empresas? Veja mais sobre isso aqui.

Diversas outras ações são possíveis. Conhecendo melhor as especificidades de cada empresa, é possível planejar excelentes projetos de elevação do moral e motivação.

Mas atente-se que isso não quer dizer que a atenção aos problemas deve ser rebaixada, pelo contrário: caso algum outro agravante ocorra nas olimpíadas, por exemplo, é provável que o moral ganhado seja prejudicado. Portanto, o mesmo vale para sua empresa.

2 – Artes são interessantes formas de estimular e motivar as pessoas

Existe uma citação do cientista John Martin, da University College London, que é a seguinte (em tradução livre):

“A vida depende da ciência, mas a arte é que faz a vida valer a pena.”

As empresas de sucesso necessitam de um nível técnico e científico de excelência. Mas nada disso seria possível sem as pessoas que se dedicam em seus trabalhos e tarefas diárias. Se tomarmos como referência esta citação, seria no mínimo mais interessante as pessoas conviverem mais com a arte mesmo estando no trabalho. Para terem vidas com sentido que se vale a pena viver.

Vamos fazer um comparativo agora com as olimpíadas 2016: O que é a cerimônia de abertura senão uma obra de arte? Se não tivesse sido uma obra de arte tão bem elaborada e esteticamente bela, a cerimônia teria sido reverenciada com tantas críticas favoráveis? Provavelmente não!

Você já pensou em adotar em sua empresa oficinas de arte? Nelas os próprios funcionários participam ativamente, além de contemplarem a obra de arte dos colegas. É uma experiência riquíssima, que torna as pessoas mais felizes e motivadas. Você pode saber mais sobre como introduzir a arte de forma benéfica e eficaz na sua empresas lendo este artigo.

3 – Os fracassos não definem ninguém

Um evento que marcou o início das olimpíadas foi a medalha de ouro da judoca Rafaela Silva – o primeiro ouro brasileiro.

A história de vida de Rafaela Silva foi bastante relembrada ao sua medalha ser noticiada, inclusive que nas olimpíadas de Londres em 2012 foi desclassificada por um movimento ilegal em uma luta nas oitavas de final. Naquele ano, ela foi também alvo de injúrias raciais após ter sido eliminada.

Rafaela Silva pensou até mesmo em parar depois de Londres, entretanto persistiu e acabou ganhando o ouro na Rio 2016. Uma variável que colaborou para seu sucesso foi o cuidado à saúde mental depois dos eventos estressores e racistas em Londres.

O que temos de lição aqui? Os fracassos e derrotas não te definem! Apenas se você permitir. É possível dar a volta por cima, por mais que os outros digam que você é um fracasso pelos erros que cometeu — assim como foi com Rafaela Silva. Persistir trabalhando em cima dos erros passados propicia o aprendizado, e este por sua vez é essencial para o sucesso.

E atenção ao cuidado que a saúde psicológica merece. Existem formas de levar este cuidado diretamente ao trabalho. O cuidado com o psicológico é imprescindível para obter o apoio necessário nos momentos mais difíceis. É um investimento que vale a pena. Veja o exemplo de Rafaela Silva!

4 – Preparação emocional é tão importante quanto preparação técnica

Tomemos o exemplo de Michael Phelps, o nadador mais bem-sucedido em olimpíadas da história. Ele recentemente revelou uma técnica que usa em todas as vezes que vai competir. Uma técnica muito usada por psicólogos em suas práticas — veja este link, caso queira saber mais à respeito.

A técnica de Michael Phelps consiste no seguinte: Antes de cair na piscina, imagina todos os cenários possíveis que podem acontecer, e como poderia reagir em cada um deles. Imagina cenários desastrosos, por exemplo, até mesmo se seus óculos quebrarem enquanto nada.

É uma boa técnica para se desenvolver inteligência emocional, por exemplo. E, além disso, mostra como o melhor nadador do mundo atribui importância a configurar um emocional saudável e lúcido antes das provações. Será que isso tem relação com o seu sucesso? Tudo indica que sim. Afinal, como argumentar contra 20 medalhas de ouro?

Evidentemente a preparação física, técnica e autodisciplina de Phelps são imprescindíveis. Mas você já parou para pensar que esta técnica é um diferencial dele? Portanto, é mais uma variável a seu favor.

Você pode também usar esse truque mental para os momentos necessários na vida e na carreira. Pode adaptar a técnica dos diversos cenários para você. Teorias psicológicas como o Psicodrama e a Gestalt-terapia corroboram com esta técnica, pois admitem que exercitar-se para possíveis cenários é uma das maneiras de desenvolver o próprio emocional.

Além disso, de forma ainda mais fundamental, esta técnica de Phelps mostra o poder que a saúde emocional têm sobre o desempenho. Portanto, atente-se a este fator para o seu sucesso e de sua equipe.

Até então essas são as principais dicas que as Olimpíadas nos proporcionaram de compartilhar. Até o fim dos Jogos teremos mais outras lições úteis. Atente-se criticamente aos acontecimentos olímpicos, eles podem esconder lições e oportunidades para o crescimento.

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