estresse no trabalho

O que você faz em relação ao seu estresse?

Existe uma série de fatores associados ao estresse no trabalho, a maioria deles são originados – e, portanto, passíveis de serem geridos – pela própria empresa, seja em relação ao clima organizacional, aos relacionamentos interpessoais, sobrecarga de trabalho, ou até mesmo ao próprio ambiente físico. Há uma gama de iniciativas que as organizações podem tomar para diminuir a ocorrência de fatores estressores no trabalho, muitos deles já tratados aqui no blog da EIDEA, como nos textos abaixo:

5 dicas para combater o stress no trabalho e aumentar a produtividade

Cães no ambiente de trabalho diminuem o stress e aumentam produtividade

As políticas de promoção de bem-estar e qualidade de vida no trabalho (QVT) são fundamentais para a diminuição do estresse. Empresas que lançam mão dessas iniciativas colhem os frutos do aumento da motivação e engajamento dos colaboradores, união entre as pessoas da equipe e confiança para/com seus líderes, aumento da produtividade e fortalecimento do endomarketing. Várias vezes já explicitamos por aqui como as empresas só têm a ganhar se atentando para este aspecto e fazendo uso das soluções que promovem saúde mental no trabalho.

No entanto, nem tudo depende apenas da empresa. Se fosse assim, não haveria um funcionário estressado sequer nas organizações que prezam pelo bem-estar e qualidade de vida no trabalho. A empresa pode – e deve – fornecer os meios, mas cabe a cada colaborador, individualmente, usufruir e utilizá-los a seu favor. Neste post, vamos falar sobre os fatores individuais que podem levar ao estresse, e o que cada pessoa pode fazer para geri-los.

Infelizmente, apesar de todo o acesso à informação que a tecnologia nos proporciona atualmente, muitas pessoas ainda negligenciam a importância de cuidar da sua saúde mental. Muitos ainda consideram que apenas a saúde física é indicativo de saúde, enquanto a saúde mental é algo secundário, desimportante, que pode ser “empurrado com a barriga”. Este tipo de atitude acaba corroborando com o adoecimento no trabalho, pois o funcionário acaba só percebendo que está estressado e sobrecarregado quando chega no seu limite.

Pensando nisso, enumeramos 4 atitudes que você pode ter, por conta própria, para ajudar a diminuir o estresse.

Contra o estresse, respire fundo!

Pode parecer bobagem, mas não é. Quando se sentir estressado(a) a ponto de explodir, realize uma série de respirações bem profundas. Quando diminuímos nossa frequência respiratória, automaticamente estamos diminuindo também nossa frequência cardíaca, o que acalma o corpo e ajuda a diminuir a tensão. Além disso, respirações profundas levam uma maior quantidade de oxigênio para o cérebro, consequentemente auxiliando na capacidade de concentração.

Foque no aqui-e-agora

Enquanto respira fundo várias vezes seguidas, tente focar nas experiências que estão efetivamente ocorrendo naquele momento. Preste atenção aos barulhos à sua volta, ao cheiro do ambiente. Volte sua atenção para as partes do seu corpo, uma de cada vez. Observa se há alguma parte mais tensa, alguma dor muscular, se sua posição está a mais confortável possível. Como estresse e ansiedade são gerados principalmente por pensamentos relacionados ao futuro, quando focamos no aqui-e-agora estamos trazendo nosso corpo e mente para as experiências do momento presente. Isto acalma e reduz o estresse instantaneamente.

Faça uso das políticas de QVT oferecidas pela empresa

Muitas vezes as empresas contratam uma consultoria para auxiliar na gestão das questões pessoais dos funcionários, por exemplo, por meio do plantão psicológico ou da arteterapia, dentre outros. Porém, a participação normalmente é voluntária, e depende da iniciativa individual do colaborador. Às vezes, as pessoas podem se sentir constrangidas em participar deste tipo de intervenção, pois estarão “revelando que têm problemas”. É um pensamento compreensível, embora arcaico, já que, primeiro, todo mundo tem problemas, e, segundo, atualmente já se sabe que qualquer pessoa pode fazer uso de modalidades terapêuticas, não apenas aquelas diagnosticadas com algum transtorno mental. E por último, mas não menos importante, se a empresa está disponibilizando estes serviços, é porque ela se preocupa com seus funcionários e quer que eles façam uso dos mesmos. Além disso, o plantão psicológico e a arteterapia nos ajudam a reconhecer nossos limites por meio do autoconhecimento, tornando mais fácil identificar quais fatores podem estar levando ao estresse e como administrá-los.

Forneça feedbacks sobre os aspectos que você acredita que precisem de melhorias

Se você está insatisfeito(a) com alguma coisa no seu trabalho, seja algo no próprio ambiente físico (como ambiente muito quente, por exemplo) ou nos relacionamentos interpessoais dentro da empresa (entre a equipe e/ou com os líderes), procure alguém que tenha competência para fazer algo a respeito e que esteja aberto a ouvir os funcionários, e forneça um feedback. Muitas vezes, as mudanças não ocorrem porque, por medo de retaliação, os colaboradores nunca reclamam. E se ninguém reclama, é bem provável que os diretores vão partir do princípio de que está tudo bem, concorda? Além disso, passar a maior parte do seu dia em um ambiente aversivo, sem fazer nada a respeito, pode trazer aquela sensação de estar o tempo todo tendo que relevar alguma coisa ou “engolindo desaforos”, o que também traz grandes prejuízos à saúde mental.

Estas foram as dicas do que você pode fazer para contribuir com a diminuição do seu próprio estresse. Afinal, um ambiente coletivo é construído por todos juntos, e depende não só de ações coletivas, mas também individuais!

Compartilhe com a gente nos comentários o que você faz em relação ao seu estresse. Gostou do texto? Curta e compartilhe nas redes sociais! E se você precisa de soluções para problemas relativos ao estresse e ansiedade na sua empresa, clique aqui e tenha uma consultoria gratuita!

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