gerenciamento de tempo e bem-estar

Gerenciamento de Tempo e Bem-estar: uma via de mão dupla

É difícil contestar que o tempo influencia no bem-estar, um exemplo disso é a sensação de estar sobrecarregado. Estados de estresse e a sensação de estar preso às obrigações acompanham a sobrecarga. É por isso que ter um bom gerenciamento de tempo é importante para o bem-estar.

É fácil mostrar argumentos para defender que o gerenciamento de tempo influencia no bem-estar de qualquer pessoa. Ainda mais em tempos como os que vivemos: tem se tornado um desafio recorrente conciliar a vida pessoal e profissional.

Mas será que o bem-estar tem algum poder sobre nossa capacidade de gerenciar o tempo? Em caso positivo, o que podemos fazer a respeito?

Essas perguntas serão respondidas neste artigo. Você saberá o que fazer para dominar esta via de mão-dupla – ou seja, a interinfluência entre bem-estar e gerenciamento de tempo.

Bem-estar e gerenciamento de tempo são processos dinâmicos

Primeiramente, vamos esclarecer: qual é o bem-estar de que estamos tratando? Bem-estar não é uma condição estática, é um processo dinâmico – e ele diz respeito às condições mentais, físicas e sociais.

Isso quer dizer que mesmo que você sinta que está desfrutando de bem-estar, ainda deve permanecer atento a ele, pois as contingências da vida podem virar o jogo. E você deve ter recursos para conseguir permanecer com este bem-estar.

O mesmo acontece com o gerenciamento de tempo: é um processo contínuo. Gerenciar tempo implica em permanecer intermitentemente atento ao que pode interferir no seu foco às tarefas – além de compromissos e capacidade produtiva.

Se pegarmos a Tríade do Tempo como exemplo, ela admite que existem três tipos de tarefas: circunstanciais, urgentes ou importantes. A qualquer momento, atividades podem requerer sua atenção, é neste momento que você decidirá em qual desses três tipos citados acima ela se insere. E isso o ajudará a definir se dedicará seu tempo ou não a essas atividades que surgem.

Ou seja, o gerenciamento de tempo é um processo dinâmico, pois com ele você vai se adaptando ao que comprometerá seu tempo.

Bem-estar como critério para o gerenciamento de tempo

Vou propor para você uma pequena reflexão. Uma de suas atividades do dia-a-dia é almoçar. É uma atividade da categoria importante. E a medida que a fome vai crescendo, ela se torna também urgente. Além disso, a alimentação é necessária para manter a cabeça funcionando para o restante das atividades.

Agora outra reflexão: pense que você tem um problema pessoal. Seja na família ou em algum relacionamento. Fica muito mais difícil dedicar-se às tarefas, não é?

Seu problema pessoal é importante? Sim! Se não fosse, ele não estaria insistindo em aparecer na sua cabeça a todo momento, por mais que você não queira pensar nele. E pensando nos benefícios a longo prazo, evidentemente, resolver o problema pessoal é garantir que você consiga se sentir bem para resolver as demais atividades que demandarão sua atenção.

Ele é urgente? Depende de múltiplas variáveis. Em primeira instância, o termo urgente na Tríade do Tempo diz respeito às atividades em que o tempo está se esgotando ou já se esgotou.

Os problemas pessoais de forma geral não tem um prazo, pois têm caráter subjetivo – carregam questões psicológicas e individuais. Entretanto, a cada minuto que você convive com eles, eles consomem parte do seu bem-estar e capacidade produtiva. E isso, em longo prazo, pode ser muito danoso para a sua saúde mental.

Cuidar do bem-estar é uma forma de gerenciar tempo

Portanto, a conclusão deste artigo – em tom de recomendação – é considerar o bem-estar como um dos critérios para decidir a qual atividade você dedicará seu tempo.

Certamente, em algum momento você precisará conversar com alguém sobre seus problemas, ou dedicar um tempo cotidiano para uma meditação. Estas atitudes preservam a sua capacidade de gerenciamento de tempo! Além de serem ótimas para a sua saúde mental.

As empresas têm dificuldades para definir quais atividades de bem-estar realmente preservam a produtividade. Nós recomendamos opções como o plantão psicológico e a arteterapia. E também é possível arquitetar uma cultura organizacional de bem-estar e produtividade.

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