Finanças para MEI dicas

Finanças para o MEI: Dicas essenciais para os negócios

A vida do microempreendedor individual (MEI) brasileiro não é fácil, não é mesmo? Investimento inicial, projetos, clientes, impostos, finanças… São tantas coisas para gerar preocupação que fica difícil relaxar e aproveitar o seu próprio negócio.

Nesse contexto é inegável o peso que o aspecto financeiro apresenta para o negócio e para a vida. Isso porque pela legislação brasileira o faturamento de um MEI não pode ultrapassar o valor de R$60 mil anuais (ou R$5 mil mensais), fato que já indica que ele está longe de possuir um faturamento muito elevado.

Depois, vale lembrar, toda e qualquer empresa depende muito de um bom funcionamento do seu fluxo de caixa para ter vida longa. E essa é uma regra que vale desde pequenas empresas (como é certamente o caso de todo MEI) e vai até as grandes organizações.

O fato é que de nada adianta ter os melhores processos dentro de um segmento, mas apresentar falhas na hora de vender os produtos. No final das contas tudo dependerá do aspecto financeiro para o sucesso do negócio. Os próprios funcionários somente seguirão com bom desempenho caso recebam em dia.

É, portanto, de vital importância para qualquer negócio que o fluxo financeiro funcione bem. Não é diferente para um MEI. Se você vem sofrendo com problemas relacionados com as finanças do seu negócio confira a seguir algumas dicas de finanças para MEI.

1 – Tenha capital de giro

Por mais absurdo que possa parecer, não são poucos os empreendedores brasileiros que ignoram a importância de montar um plano de negócios. O bom uso dos seus recursos já deve iniciar justamente em um momento anterior à abertura da empresa.

Mesmo aqueles que fazem o seu plano de negócios podem cometer alguns erros bobos – e que custam caro em um segundo momento. Entre esses erros bobos um dos principais está na análise do capital de giro.

Na montagem do seu plano de negócios você provavelmente estimou uma série de custos e de vendas para alguns meses ou anos. Por mais que você faça excelentes análises, isso não deixa de ser uma estimativa que pode se comprovar ou não na prática.

O problema é que muitas vezes o cenário projetado é muito mais otimista do que deveria ser e conforme os meses passam as vendas não superam o valor esperado. Pior do que isso, os custos mensais podem ultrapassar o que era planejado – e é algo mais comum do que se imagina.

Para os dois casos você precisará ter uma reserva de capital para aguentar alguns meses ruins até que o seu negócio se consolide dentro do segmento. Nunca se sabe quanto tempo vai demorar ou quando essa eventualidade pode surgir.

Na dúvida o ideal é contar com uma reserva financeira que seja suficiente para suprir alguns meses no negativo. O capital de giro ainda é útil na hora de ganhar vantagem competitiva. Com ele você consegue prolongar pagamentos de clientes e negociar melhor com seus fornecedores.

Ainda tem dúvida de como conseguir capital de giro para empresa? Leia esse artigo!

2 – Trabalhe com um planejamento financeiro rigoroso

Você deve manter o controle financeiro do seu negócio o mais próximo possível do seu dia-a-dia. E isso não vale apenas para o mês vigente, afinal um bom MEI precisa saber o quanto dos seus rendimentos já está comprometido ou não para o futuro.

O seu fluxo de caixa deve preparar todas as entradas e saídas programadas para os períodos próximos. Quantas foram as vendas a prazo? E em relação aos fornecedores: você parcelou pagamentos? Há algum investimento a ser feito para melhorar as condições do seu negócio?

Tudo isso deve ser claro para a sua tomada de decisão. Muitas vezes o MEI encontra um mês positivo e com ótimas vendas e pensa que está tranquilo, mas se esquece de algum pagamento grande que ficou programado para o mês seguinte.

Situações como essa são bem comuns e acabam evitadas com um bom planejamento financeiro. Assim tudo fica sob controle e os sustos são praticamente erradicados.

3 – Saiba separar as finanças da vida pessoal e da vida profissional

Um MEI costuma encontrar uma linha muito tênue entre a vida profissional e a vida pessoal. Como dono da empresa é normal que ele tente juntar todas as finanças (pessoal e profissional) em um único pacote. Isso é altamente danoso para a vida e para o negócio.

Um exemplo clássico é aquele MEI que abre seu negócio e ele começa a dar lucro. Em função disso o gestor passa a buscar novos gastos e aumenta o seu padrão de vida sem qualquer regra. Na primeira dificuldade da empresa o negócio passa a correr sérios riscos.

Você pode (e deve) aproveitar-se de lucros do seu negócio, porém isso deve ser feito de maneira calculada e programada. Trata as finanças do negócio de maneira independente, evitando assim que isso se converta em um problema.

4 – Use da tecnologia a seu favor

A tecnologia veio para modificar muito do que temos em termos profissionais. As relações mudaram, a velocidade da informação também e, claro, os processos internos dentro de uma organização não escaparam disso.

E você pode usar a tecnologia a favor do seu negócio para manter o controle das suas finanças. É o caso de, por exemplo, investir em um sistema ERP online para a sua empresa.

Essa ferramenta tem a capacidade de apresentar a integração de diversos departamentos do seu negócio (marketing, estoque, finanças, etc.), permitindo que você tenha um acompanhamento em tempo real de tudo que acontece dentro da sua empresa.

Com isso fica mais fácil ver todas as receitas e todos os gastos que o seu negócio apresentam dia após dia. Com maior controle, as análises também ficam mais assertivas, assim como a sua capacidade de entender o panorama financeiro do negócio.

O melhor desse tipo de sistema de gestão online é que você também poderá ter acesso a relatórios em tempo real e de maneira muito mais prático do que seria sem a tecnologia. Nesse caso seria preciso solicitar alguém da sua equipe financeira para montar um resumo dos últimos acontecimentos da empresa.

Dessa forma você ganhará agilidade e qualidade nas análises, permitindo maior controle financeiro e evitando grandes sustos na data de fechamento mensal.

Artigo produzido pela equipe da Gestão Click.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share This
Navegação