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6 Ensinamentos da Psicologia para Alavancar sua Carreira

Neste artigo você irá descobrir formas inusitadas, simples e objetivas de como transformar sua realidade, de modo a impulsionar sua carreira. A psicologia traz diversas formas de como podemos aprimorar nossos relacionamentos e a forma como assimilamos informações. Escolhi seis formas e não outras possíveis, por acreditar que elas desconstroem determinados paradigmas que são perpetuados nas organizações. Esses paradigmas funcionam para acomodar ou deixar as pessoas estagnadas — e consequentemente as próprias organizações. Por isso, dediquei tempo para elaborar devidamente cada item, pois todos merecem tal atenção. Assim como também merece a sua carreira.

Aqui você descobrirá uma forma nova de entender “motivação”, por exemplo, e também repensar o conflito razão X emoção que é um empecilho para várias pessoas na hora de tomar decisões. Veja a seguir, 6 ensinamentos da psicologia para transformar sua realidade e impulsionar sua carreira.

1 – Você aprende no contato com o ambiente

Ambiente na psicologia é qualquer coisa externa ao organismo. Podendo ser pessoas, lugares e até mesmo sites e blogs na internet! Ou seja, qualquer lugar que você absorva e assimile conhecimentos.

Assim como existe aquela famosa citação referente à nutrição “você é o que você come”, poderíamos adaptar para “você o que você assimila do ambiente”.

Opa! Este é um ponto muito importante! Se você está pensando como eu, já entendeu: os ambientes que você mantem relação com, são essenciais para o que você se torna e para o desenvolvimento de seus potenciais.

A partir desse ensinamento, podemos tomar decisões estratégicas para melhorar nossa vida. Por exemplo, reflita sobre quais as pessoas que você mais se relaciona. Pense sobre como você tem utilizado seu tempo. Ao navegar pela internet, por exemplo, quais sites você tem visitado e o que tem aprendido com eles? Pense se os contatos com o ambiente que você tem feito estão de acordo com seu projeto de vida, com seu propósito, com uma vida de significado! Pense que aplicando as devidas mudanças, você pode alavancar sua carreira.

Em uma citação de Benjamin Franklin, ele diz: “Se você dormir com os cachorros, acordará cheio de pulgas”. Não vou dizer mais nada, apenas pense o que significa esta frase para você. 🙂

2 – Você é motivado? Ótimo! Mas não pare nisso

Ser motivado é uma característica muito valorizada nas empresas. Todo mundo sabe disso. Por esse motivo, assim como ocorre com vários outros substantivos, o termo fica banalizado e vazio. De tanto ser usado, as pessoas supõem ter um conceito satisfatório de motivação, vira hábito ouvir e falar a palavra. E nesse processo se perde o verdadeiro sentido do que significa ser motivado. E isso pode repercutir na carreira.

Em diversas entrevistas, por exemplo, os candidatos fazem questão de falar que são motivados. Como também os recrutadores fazem questão de deixar evidente que motivação é uma característica pré-requisito, com a pergunta “o que te motiva?”, ou “o que você faz para motivar-se?”. E na maioria das vezes já é subentendido que é necessário motivação. É uma obrigação ser motivado, e você quer mostrar isso para o recrutador. Mas de que motivação estamos falando?

O bom recrutador nem sequer menciona a palavra motivação na entrevista, pois sabe que já é um termo banalizado e, portanto, sujeito a respostas ensaiadas. Influenciado pelo que chamamos de desejabilidade social.

Portanto, devemos ser cuidadosos para usar esse termo e entender o real significado dele. Aqui, a psicologia ajuda muito a entender como isso se aplica às diversas situações da carreira.

A motivação é uma transição entre dois fenômenos psicológicos que são os verdadeiros parâmetros para analisar o grau de motivação de uma pessoa: 1) a tomada de consciência do fato e 2) a ação/comportamento. A motivação é a mobilização que uma pessoa faz para alcançar determinada vontade, desejo ou objetivo.

A clareza da tomada de consciência sobre uma situação inacabada, sobre um problema ou questão, faz toda a diferença no impulso para realizar uma ação — e finalizá-la!

Lembra quando falei que o bom recrutador não menciona motivação em uma entrevista? Na verdade, ele simplesmente fará perguntas como “O que é um problema que merece sua atenção?”, “Como você sabe que a atitude que você deve tomar é a melhor?”, “Você se depara com duas situações, a X e a Y, qual você resolve primeiro?”. Veja como assim ele estará investigando o que constitui um problema real para o candidato (tomada de consciência), como você dispende sua energia (mobilização) e como você prioriza suas atitudes (ação)? Percebeu a profundidade de investigação e como tudo isto está envolvido na motivação? 😉

Veja também: 5 dicas para motivar sua equipe.

Motivação é esta transição entre a tomada de consciência e a ação. Muitas pessoas querem ser mais motivadas, porém primeiramente devem refletir sobre essas duas coisas: 1) tomada de consciência do fato e 2) ação/comportamento. Um caminho para isso é promover autoconhecimento. Autoconhecimento nunca é demais para impulsionar a carreira.

3 – Persistência na carreira é bom, mas tem limite

Quando lemos sobre a vida de grandes empreendedores de sucesso, parece que todos tem uma característica em comum: a persistência. A persistência de seguir um sonho, um propósito e um objetivo de vida.

E é verdade. Todos são assim. A persistência é justamente isso, a capacidade de seguir tentando apesar de todas as adversidades e o não alcance do objetivo. Mas não devemos pensar tão superficialmente assim sobre isso. Nem todos que foram estritamente persistentes alcançaram seus objetivos. Eles fazem algo a mais.

Jack Ma, fundador da gigante Alibaba, empresa chinesa dominante no comércio eletrônico, diz ter sido rejeitado em por volta de 30 vagas de emprego e 10 vezes em Harvard. Segundo a Exame, Jack Ma diz saber ser rejeitado, e isso aumentou sua vontade de ter sucesso.

Atenção! Veja como Jack Ma persistiu e nunca obteve sucesso em determinados segmentos, mas obteve sucesso em algo diferente: o empreendedorismo. É o que no Behaviorismo – vertente teórica da psicologia – chamamos de variação comportamental.

Ao exibir sempre a mesma atitude, Jack Ma não teve retorno positivo (30 empregos e 10 vezes em Harvard). Entretanto, ao variar sua atitude e ser criativo, começou a esboçar sucesso, e prosseguiu com a Alibaba, até esta ser o gigante que é hoje.

Diversas pessoas não percebem que não basta apenas ser persistente, deve-se aprender com os erros, e fazer algo diferente e criativo a cada nova tentativa. A experiência prévia é rica em dados que nos ajudam a obter sucesso no futuro. Algumas carreiras nunca decolam, apesar da persistência, pois as pessoas não variam seus comportamentos e atitudes nas diversas oportunidades que a vida oferece.

4 – A razão é mais forte se conciliada à emoção

A razão e a emoção são duas facetas humanas envolvidas na tomada de decisão. A relação entre as duas frequentemente é entendida de forma equivocada. Frequentemente são colocadas como contrárias, adversárias e — de forma dramática — inimigas. Mas não é bem assim!

Para piorar, muitas vezes as pessoas acreditam ter controle somente sobre a razão, e a emoção acaba sendo a culpada por diversas decisões malfeitoras. É como se a emoção fosse uma entidade com vontade própria, cuja função é nos atrapalhar. Algumas vezes responsabilizamos a emoção por algo que fizemos, tentando justificar as nossas ações, “eu gritei com ele pois me deixou muito nervoso”, “fiquei tão irritado que não pude evitar brigar com ela”. Vamos entender:

De fato, a emoção tem um caráter mais primitivo. Nosso cérebro compila primeiramente os fenômenos externos através da emoção, e em seguida a informação – agora acompanhada de emoção – chega à consciência racional. Portanto, não é possível controlar as emoções em si, mas é possível entendê-las de modo a escolher melhores comportamentos e decisões.

A emoção é, em termos racionais, uma variável importante a ser considerada. Imagine que você está em um momento conflituoso com um colega (sabe aquele que dá nos nervos?) no meio de uma reunião com a presença do chefe. Você sabe dos absurdos que o colega está falando, e está ficando muito irritado com isso. Saibe que não é possível controlar esta emoção, ela simplesmente vem e é parte de você. Sabendo disso e entendendo como ela surgiu você tem melhores condições de tomar atitudes de forma mais estratégica.

Entender como estas emoções surgem, o que influencia na maneira que você se sente é fundamental para não ser consumido pelos fatores emocionais. Dedique um tempo para o autoconhecimento. Você verá que suas decisões começaram a fazer muito mais sentido para você! O que inevitavelmente benéfico para sua carreira.

5 – Qual papel você desempenha nos relacionamentos?

O papel que você desempenha é o papel que você assume, isto é, escolhe desempenhar. Mas calma, não é tão simples como “agora vou desempenhar o papel de liderança”, e você será a pessoa no papel do líder. Em um filme, por exemplo, só podemos chamar um personagem de protagonista ao compará-lo com outros. Portanto, seu papel tem uma função na equipe, assim como os das outras pessoas.

O papel de uma pessoa é função de um todo organizado. Portanto saiba, se você alterar o seu papel, repercussões nos papéis dos outros irão ocorrer. Você pode querer mudar, mas o outro não. Isso dificulta o desempenho de um papel diferente do que já é atribuído a você.

Portanto saiba que simplesmente mudar a maneira que você se porta nos relacionamentos não é garantia de consolidar um papel imediatamente, é necessário persistência. É como se existisse um roteiro. Tome consciência deste roteiro, e pense como você poderia editá-lo. Mas atenção, você só pode editar o seu papel, e pensar que os outros deverão improvisar a mudança que você fizer. Quando a edição no roteiro estiver pronta você partirá para a execução do papel. Pense que você estará ensaiando primeiramente, para depois se apresentar na peça oficial. E não faça do ensaio uma experiência vazia, reflita continuamente, para saber o que foi positivo e o que não foi.

Permita-se à experiência de papéis diferentes, isso agregará muito ao seu repertório de competências positivas para a carreira.

Veja também formas de promover bem-estar no trabalho beneficiando os relacionamentos interpessoais.

6 – Aquela característica que você tenta esconder, não é tão bem escondida assim

Todos nós temos características que queremos mostrar aos outros e características que queremos esconder dos outros. Aprendemos ainda quando crianças a fazer isso.

No meio corporativo isso também é muito comum. Isso não é necessariamente errado, afinal de contas, queremos transmitir uma imagem positiva e confiável para nossa rede de contatos e colegas de trabalho.

A maioria das pessoas não sabe, no entanto, que essas facetas escondidas se manifestam mais frequentemente que se dão conta. Essa é uma consequência de tentar esconder, recusando-se a aceitar que aquela característica faz parte de nós.

A Psicologia Analítica Junguiana nos ensina que todas nossas características são agregadas sobre um eixo dual — uma espécie de continuum de personalidade.  Em uma polaridade do eixo, está a Persona, e na outra está a Sombra. A persona comunga as características que queremos mostrar, e a sombra as que queremos deixar obscuras aos outros.

Mas veja bem, não estamos tão conscientes dessas características sombrias como pensamos, pois as consideramos tão inaceitáveis que não nos damos ao trabalho de conhecê-las devidamente. Não aprendemos a lidar com essas características indesejadas.

O que deve ser feito é dedicar tempo para seu autoconhecimento. Quando tomamos consciência dessas características indesejáveis, nos apropriamos delas. São integradas à nossa consciência, portanto teremos poder sobre elas. Temos poder e influência sobre tudo que conhecemos sobre nós mesmos, sobre tudo que temos consciência. Você concorda que ampliar a consciência sobre suas características favorecerá, portanto, sua carreira?

Saiba que existem várias formas de promover autoconhecimento, seja individualmente ou em grupo. Para saber mais sobre essas formas, também aplicáveis nos ambientes organizacionais, clique aqui.

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